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Desde o primeiro dia que conheci Barra Velha, me encantei por ela. Sempre foi meu destino por excelência e algo sempre me puxava para cá. Sei que aqui somos abençoados e tenho a certeza de que é possível com boa vontade e junto com todos que amam essa terra, faremos de nossa cidade um verdadeiro pedaço de céu!

terça-feira, 19 de março de 2013

Pão e Circo


Já na Antiguidade os povos e governos sabiam do poder de controlar as massas e seus súditos. Na Roma Antiga, os imperadores sabiam que se fossem oferecidas distrações e festas, o povo se esqueceria das mazelas e problemas do dia a dia. Lá eram normais as lutas entre gladiadores e entre estes e animais.  Nero, o imperador sanguinário que governou Roma de 54 a 68 DC, foi um mestre nessa arte de enganar e subjugar o povo oferecendo esse tipo de distração,  arte essa que culminou quando ele, segundo a história, mandou queimar a cidade no ano de 64 DC, isso enquanto assistia a tudo tocando cítara, uma espécie de harpa pequena. Esse ato tresloucado deu origem a expressão "Assistir ao Circo Pegando Fogo"!

Nos dias de hoje, pouco mudou. Grande parte dos governantes atuais tem por hábito executar ações que desviem a atenção das pessoas para fora dos problemas e atos errados e, muitas vezes, ilegais e até criminosos. Não é um caso apenas no Brasil, mas do mundo inteiro. Mas o que a nós, brasileiros, importa é nossa terra e nossa gente, que historicamente sempre foi deixada à margem,  recebendo migalhas e contentando-se com elas. Vemos exemplos diários de descaso e mal cuidado com o povo, e em geral, isso tudo se esconde atrás de obras e ações grandiosas e vistosas que tem como principal objetivo fazer o esquecimento acontecer com rapidez. Um grave problema é a mentalidade de que os "fins justificam os meios", e assim, com foco numa suposta boa intenção, tudo é permitido e tolerado.

Exemplos diários que vão se perdendo no passado bem próximo podem ser citados em todas as esferas na nossa sociedade. Vejam o recente caso do torcedor do time do San José, da Bolívia. O rapaz, Kevin Douglas Espada, atingido por um artefato pirotécnico disparado por torcedores do time do Corínthians. O Kevin morreu e assim mesmo o time corinthiano segue na competição sem nenhuma punição adequada, apesar de estar previsto no regulamento. Outro exemplo, a recente morte do Presidente venezuelano Hugo Chavéz, que historicamente agiu de forma despótica e centralizadora, e recebe homenagens como se um grande herói fosse. Menos impactante, a escolha do novo papa recebeu tratamento de competição inter nações onde o mais importante era ver de qual país ele seria, em detrimento ao trabalho e dedicação que é o mais importante.

Aqui no Brasil todos sabem dos inúmeros e recorrentes problemas com a saúde pública, mas para obter objetivos políticos nosso governo mascara e alardeia, através de propagandas e comerciais, que está tudo bem. Gastam-se fortunas para construir estádios de futebol monumentais a custo de bilhões de reais enquanto toda infraestrutura básica do país está comprometida. Há casos de estádios, como a Arena Cuiabá, no Mato Grosso, que receberá apenas 4 jogos da Copa de 2014, mas isso está custando até agora ao povo um módico valor de R$ 520 milhões de reais. A simples "reforma" do Maracanã terá despesas na ordem de R$ 1 bilhão de reais.  Partidos políticos e seus integrantes suprimem informações e biografias  divulgando  só o que lhes interessa no intuito de enganar a todos e somente mostrar o sucesso dessa ou daquela sigla. Há o caso de um partido que, numa exposição de sua história, conseguiu até fazer desaparecer um ano inteiro somente porque nesse ano haviam mazelas e falcatruas impossíveis de serem escondidas. O custo da Copa 2014 no Brasil já supera os R$ 30 bilhões de reais e ainda nada está pronto! Que dizer de obras para a Olímpíada, metrôs em diversas cidades que só servem para desviar recursos,  hidrelétricas fajutas e superfaturadas, ferrovias, transposição do Rio São Francisco, entre muitas coisas erradas no nosso país.



Inúmeros exemplos posso dar aqui, mas o meu ponto de vista é direcionado ao motivo de tudo isso. Todas essas ações desastradas e criminosas tem como objetivo principal dar "PÃO E CIRCO" às pessoas. Com a suposta satisfação e alegria de ver um jogo de futebol, esquecem-se todos os problemas que não desaparecem de um dia para o outro. Isso é como um grande carnaval, no qual as pessoas se divertem por algum tempo, mas logo vem a quarta-feira, ou quinta ou sexta, de cinzas onde tudo que não funcionava antes continua estragado e ainda pior. Grita-se aos quatro cantos " EU SOU FELIZ"!! Que triste piada!! O ruim está apenas escondido atrás de muita maquiagem e propaganda enganosa. O ser humano esquece muito rapidamente as coisas e isso pode ser tanto ruim quanto bom. Bom porque nunca é salutar ficar remoendo desgraças, pois isso não faz bem para a alma. Ruim, pois sempre achamos que os problemas ficaram para traz quando na verdade o seu reaparecimento nada mais é do que uma reedição piorada do que estava já muito ruim!
Um povo culto e informado não se deixa enganar tão facilmente. O que temos que rever é quanto que este povo realmente quer se informar, ou se prefere permanecer no conforto e escuridão da ignorância. Todo o dia somos bombardeados com informações de todo o tipo. Cumpre ao cidadão atento, filtrar todo esse monte e transformá-lo em um extrato de sabedoria e aplicá-lo na sua vida e na vida de quem o rodeia. Sempre estamos aprendendo e este aprendizado nos é oferecido pelas experiências e vivências diárias além do que nos é ensinado nas escolas e nos nossos lares. Sábio não é o indivíduo que detém muito conhecimento. Sábio é o indivíduo que compartilha e distribui esse conhecimento para com seus semelhantes  para que juntos todos consigam superar as suas necessidades pessoais e coletivas. Quem se contenta com pão e circo com certeza faz parte do picadeiro.


segunda-feira, 4 de março de 2013

O Nosso Problema é INFRAESTRUTURA


Todos os dias acordamos e nos deparamos com situações que se repetem. A isso é dado o nome de rotina. A rotina já faz parte da vida de uma sociedade organizada e civilizada, sendo necessária ao funcionamento dela. A rotina é dividida em duas partes: a boa rotina na qual estamos baseados e da qual nos usamos para realizar as nossas demandas e também existe a má rotina, esta sim perigosa e muito ruim ao correto desenvolvimento de uma sociedade. Essa má rotina a que me refiro aqui é o conjunto de acontecimentos pelos quais passamos e acabam prejudicando o andar natural das coisas.

Você já se perguntou por que tem tantos problemas para resolver e que na maior parte das vezes você pouco ou nada pode fazer para mudar este cenário? Eu respondo: porque esses problemas, em sua grande maioria, são causados por problemas estruturais, ou de infraestrutura. A infraestrutura básica de uma sociedade atual é ou deveria ser provida pelos poderes públicos instituídos. No nosso atual modelo de sociedade organizada não podemos abrir mão de serviços, como fornecimento de água potável, saneamento básico, energia elétrica, telefonia fixa e móvel, transporte urbano, segurança pública, educação e saúde entre muitos outros. Boa parte de nossos problemas são causados pela ausência ou deficiência nestes serviços que, por ordem natural, devem ser providos pelo Estado instituído. A falta de serviços básicos acarreta, em efeito cascata, outros problemas que, com o passar do tempo, vão se avolumando e lentamente se transformando em situações praticamente insolúveis.

Todos os dias vemos em noticiários e presenciamos problemas em escolas, hospitais, estradas. Tudo isso nos afeta diariamente e já se tornou hábito reclamarmos sobre tudo e todos. A falta de infraestrutura afeta diariamente a nossa cidade, bem como o país e o mundo. Escolas caindo aos pedaços, hospitais e postos de saúde mal equipados e sem condições, estradas esburacadas e sem manutenção, falta de água e energia elétrica, saneamento básico inexistente. Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada), apenas 48% do esgoto é coletado no Brasil, e desse total, apenas 32% desse volume é tratado. Outro gravíssimo problema levantado é a gradual redução de fornecimento de água potável à população. A água adequada ao consumo humano é cada vez mais escassa e, por consequência, mais cara e de difícil acesso. As nossas estradas já não suportam o imenso volume de veículos que por elas rodam. Os hospitais, quando existem, estão superlotados e com poucos profissionais à disposição. As escolas estão cada dia em situação mais precária, seja pela falta de infraestrutura básica de ensino, seja pela formação dos profissionais que nela atuam ou outra coisa qualquer.

Não há cidade ou país que resista a tanta falta de cuidado com a infraestrutura. A infraestrutura pode ser a mãe de todos os males ou de todas as virtudes na administração pública. Basta saber como e quando introduzi-la e adequá-la às necessidades de cada região. Não adianta querer que uma cidade turística seja bem frequentada por turistas e visitantes se a infraestrutura implantada não consegue suprir as necessidades dos moradores fixos do local. Como atrair investimentos privados se o poder público não contempla instalação de água, esgotos, energia e segurança ao local? A base de tudo é uma gestão bem feita em investimentos públicos infraestruturais, e isso se faz com vontade política e muito trabalho sério. Isso está faltando em nossa cidade, estado e país. Executar projetos decorativos e aparentemente bonitos não são determinantes para que uma cidade cresça e se desenvolva. É preciso apenas pensar no básico, que todo o resto virá atrelado a ele. Todo cidadão ou investidor terá orgulho, prazer e vontade de estar numa cidade bem atendida nestes quesitos básicos. Água, energia, segurança, saúde, educação: estes são os atrativos que uma administração pública tem que oferecer. O resto nós mesmos fazemos, com muito orgulho.


Não vou citar aqui os inúmeros problemas que o Brasil tem com relação à coleta e tratamento de lixo, educação básica mal gerida e executada, segurança pública simplesmente relegada a um segundo plano, saúde pública em total colapso. Outros  ainda tão graves: estradas, portos, aeroportos que já não mais suportam o volume de tráfego, pois todos eles foram construídos há décadas atrás e de lá para cá nada se fez para ampliar a oferta de serviços de qualidade, além de uma maquiagem superficial para esconder os problemas recorrentes. Não adianta esconder a grave deficiência nos serviços básicos oferecidos pelos nossos governantes com pequenas obras de falsa aparência. Precisamos urgentemente de trabalho e investimento sério em todos os setores da nossa infraestrutura. Isso é obrigação do Estado, apesar de ser dado tanto valor a investimentos privados em indústrias e outras atividades. Responsabilidade não se delega a qualquer um, responsabilidade se assume e se executa sem mais demora porque a nossa cidade e país não podem mais esperar!

sábado, 2 de março de 2013

Isso não é polêmica é crítica construtiva


Nesta semana que passou decidí enviar uma carta ao Jornal Folha Parati, periódico impresso aqui da cidade de Barra Velha. O que me surpreendeu foi a repercussão que este simples artigo causou. Não objetivei atingir pessoalmente nenhum parlamentar, mas apenas que esse artigo pudesse servir de alerta para que nossos parlamentares, sejam municipais, estaduais ou federais sejam claros e objetivos nas suas colocações e atitudes. Afinal eles foram eleitos por todos e representam os anseios da população.


                          Coluna do Leitor – Folha Parati – fevereiro 2013-02-26
Como muitos sabem sou um dos frequentadores assíduos das sessões da Câmara dos Vereadores de Barra Velha há muitos anos, e assisti a todas as sessões desde o começo desta nova legislatura que iniciou  em 15 de janeiro deste ano.
Nesta última semana alguns fatos chamaram a atenção dos presentes e ouvintes das sessões, e entre eles destacam-se a falta de pontualidade e assiduidade de alguns parlamentares. Nossa Câmara Municipal, segundo o regimento interno, deve ter no mínimo seis sessões ordinárias agendadas mensalmente. Isso perfaz quase duas sessões semanais mínimas com duração média de uma a uma hora e meia por sessão, com expediente nas terças e quintas-feiras com horário a iniciar às 18h30min. Será que é tão difícil aos senhores edis comparecerem pelo menos duas vezes por semana em plenário para exporem suas indicações e debaterem as solicitações dos seus eleitores e elaborarem os devidos projetos de leis?
Alguns vereadores tem se esmerado na pontualidade e assiduidade, enquanto outros tratam seus mandatos como querem. Só para lembrar, o vereador é o porta-voz e representante da comunidade que o elegeu e tem por obrigação sempre estar representando bem a população, chova ou faça sol! Deve estar em todas as sessões e de preferência chegar com antecedência a elas para poder conversar com a população que foi até aquela casa de leis para fazer sua reivindicação. Eles não estão fazendo um favor, eles são pagos para isso e devem satisfação a todo o cidadão quando algo relevante à cidade lhes é solicitado. Pontualidade e assiduidade não fazem um bom vereador, mas já é um bom começo.
Outra coisa que chama a atenção dos presentes ouvintes é a qualidade gramática e linguística de alguns dos nossos vereadores. Ninguém está exigindo que nossos representantes falem com elevada erudição, até porque muitas pessoas menos letradas não conseguiriam entender, mas o que se pede dos nossos representantes é o mínimo do cumprimento das regras gramaticais mais básicas, como utilização correta do plural e a não “invenção” de novas palavras como “seje” (o correto é seja) ou “teje” (o correto é esteja). Outra agressão a língua portuguesa muito ouvida é o   “vai não vim” , que pode simplesmente ser substituída por “não virá”! Outra “pérola” ouvida foi “ aligeirar” provavelmente querendo que algo se resolva de forma mais rápida. O que dizer de “impressar” ou “empremer” querendo se referir ao ato de imprimir um documento?  Vai aí uma sugestão: Se algum edil tem alguma dificuldade numa fala de improviso, que ele escreva e leia com cuidado para que todos possam entender com clareza o que está sendo discutido em plenário. Não precisa ser de difícil compreensão, o importante é a clareza das ideias e palavras. Se eles são nossos representantes, que ao menos nos representem bem.
Para encerrar, tenho ouvido em sessões da Câmara Municipal diversos vereadores sugerindo ao Poder Executivo que tome algumas medidas e também pedindo que a população faça estas solicitações. Eles que foram eleitos para isso e detém este poder tem esta obrigação e não a população. Já que se candidataram a esta função, cumpram-na com zelo e responsabilidade. Devem sim ouvir os cidadãos e retransmitir com fidelidade as solicitações públicas. Também temos visto alguns vereadores algo despreparados na função, como elaboração de indicações e projetos de leis. Não saber como, ou então elaborar projetos e indicações vazias e desnecessárias é pura perda de tempo. Atualizar-se e aprofundar-se na administração pública e suas responsabilidades é de suma importância para quem almejou e conseguiu seu objetivo de ser eleito. Apenas palavras e elogios a amigos e ouvintes pouca efetividade tem para que uma cidade que quer desenvolver-se adequadamente, da mesma forma que críticas e comentários perniciosos. Eu e a população de nossa cidade temos a esperança de ver melhoras significativas daqui para frente. Vamos trabalhar pela cidade de forma concreta e correta. A população de Barra Velha agradece.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

INTERDIÇÃO da Escola David Pedro Espíndola

                                    
Na noite de ontem, segunda-feira, dia 18 de fevereito, aconteceu no Salão da Capela do São Cristóvão em Barra Velha uma reunião emergencial convocada pela diretora da Escola Estadual David Pedro Espíndola, a Sra.  Elisabeth Nunes Barcelos Giuradelli. Esta reunião aconteceu após uma série de acontecimentos ocorridos no estabelecimento escolar situado em Barra Velha. Esses acontecimentos são em relação a manutenção dos espaços físicos do estabelecimento que com o passar dos anos vem se degradando e não tem recebido a devida atenção.

Diretora Sra. Elisabeth Giuradelli
Participaram dessa reunião, além da citada Diretora, muitos professores da Escola, o Coordenador da Defesa Civil Sr. Elton Cunha, os vereadores Nivaldo Ramos, Douglas Elias da Costa, Claudionir Arbigaus,  Adilson Madruga e, aproximadamente, 300 pais e alunos da Escola David Pedro Espíndola.

Coordenador da Defesa Civil Elton Cunha
Pais e alunos ouvindo as colocações
 A última manutenção, com a colocação de forros plásticos, troca de telhas, troca parcial de fiação elétrica entre outras ações, aconteceu no ano de 2011, após intervenção judicial emergencial. Infelizmente os problemas estruturais de maior gravidade não foram atacados e com isso boa parte dos serviços executados foram perdidos. Desta forma, já desde o ano passado, a Escola tem passado por vistorias técnicas avaliativas que tem sido acompanhadas pela SDR-Secretaria de Desenvolvimento Regional-Joinville, no intuito de verificar quais as necessidades mais prementes a serem sanadas. Como nada de forma concreta foi realizado, já no final de 2012 a Defesa Civil de Barra Velha, após inspeção, havia decidido pela INTERDIÇÃO das instalações físicas do estabelecimento.


População que compareceu a reunião

O fato apenas não foi consumado no encerrar do ano letivo de 2012 para não prejudicar os formandos dos últimos anos, que por poucas semanas seriam prejudicados com certa gravidade nas conclusões de seus cursos. A decisão tomada pelo Coordenador da Coordenadoria de Defesa Civil (COMDEC) culminou no início de 2013, após mais visitas e pareceres técnicos negativos, com a decretação de interdição através do Ofício Técnico COMDEC/BV n° 001/2013, datado de 15 de fevereiro de 2013.
Anexo a este ofício foram encaminhados os demais pareceres de inspeção e avaliação do estado de conservação da Escola David, como é conhecido o estabelecimento em nossa cidade.
Nesses pareceres constam as medições, visualizações e fotos dos problemas levantados, que a cada ano tem se avolumado em quantidade e gravidade.

Mesa das autoridades
Tornou-se imperativa a interdição para a solução desses graves problemas, entre eles desabamentos de partes de telhados, fiações elétricas expostas e subdimensionadas  oferecendo eminente perigo de curto circuito e risco às crianças e funcionários. Janelas caindo, caixa d'água principal com vazamentos e rachaduras, falta de extintores de incêndio, cozinha fora dos padrões da Vigilância Sanitária, falta de acessibilidade e saídas de emergência são outros dos muitos problemas verificados. Essa interdição veio em boa hora, pois recentes acontecimentos nacionais tem despertado a consciência sobre a eventualidade de desastres e a possíveis tragédias. De nada adianta lamentar uma desgraça se é possível evitá-la com segurança, cumprindo as normas e diretrizes técnicas exigidas. O Estado de Santa Catarina tem a obrigação de suprir toda a necessidade no que tange esse problema e tem se ausentado de sua responsabilidade.
O problema pontual da Escola David já é de conhecimento do Governo Estadual e Secretaria Estadual de Educação há muitos anos e a omissão em solucionar os insistentes pedidos da comunidade é flagrante.

Diretora Elisabeth mostrando os problemas no Power Point
A cada ano que passa agravam-se os problemas e consequentemente os custos de sua solução e a pergunta que não quer calar é: até quando esse problema estará sendo relegado? Sabedores que esses problemas não são apenas nessa  escola, fica outra pergunta: qual é o compromisso do Estado em oferecer um ensino de qualidade ao seu povo? De nada adianta ter professores engajados trabalhando sem um mínimo de segurança, e de crianças e jovens indo a uma escola literalmente sem estrutura e caindo aos pedaços. A responsabilidade é do Estado, cumpre apenas que ele faça a sua parte.
Em tempo, a interdição está decretada por tempo indeterminado, mas foi dado um prazo até o dia 1° de março para o eventual retorno às aulas se houver alguma colocação definitiva por parte do Governo Estadual e eventuais soluções provisórias para que o corpo docente e a escola como um todo não sejam prejudicados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Crime Compensa

A cada dia que passa essa frase tem mais sentido. Entra ano, sai ano, quem poderia fazer a diferença para mudar um cenário de desolação no qual se encontra nosso país, em relação a todo tipo de crime e contravenção praticado, e não o faz. No nosso dia-a-dia deparamo-nos com situações até a pouco inaceitáveis, mas que agora já são encaradas como normais por todos, inclusive sendo praticadas por pessoas sem a menor noção de que aquilo é errado. A sociedade permissiva está formando indivíduos libertinos que já perderam o senso do que é certo e do que é errado, apenas em nome do ser "politicamente correto" ou então não "atrapalhar o desenvolvimento social e psicológico" das pessoas. O que é ser politicamente correto? É ser indiciado por crime quando se fala algo explícito e correto ou então demagogia quando se usa de meias palavras para descrever algo. Vou explicar: quando se vê uma pessoa de pele negra na rua e chama-a de "negão" pode ser considerado crime; agora, quando se vê uma pessoa de pele branca na rua e chama-a de "polaco", "alemão" ou "branquelo", não é!? Por que se aceita brandamente o consumo de álcool e fumo, "de forma social", por menores de idade? Será que a criminalização de banalidades e a liberação de delitos não está produzindo uma sociedade perdida nas suas próprias limitações e erros?

A raiz do problema não são os grandes crimes e atropelamentos das leis, mas sim a grande busca por direitos, esquecendo-se dos deveres. Hoje em dia não há mais pais rigorosos com os filhos, pois isso pode ser considerado crime. Resultado: muitos pequenos delitos infantis acabam sendo sublimados e transformam seus autores em delinquentes maiores. Onde está o papel da educação das escolas que, com o passar dos tempos, se esqueceram de ensinar as nossas crianças as noções básicas de moral e civismo? Onde está o papel dos pais que tem por obrigação ensinar aos seus pimpolhos a verdadeira educação do cotidiano? Amigos: educação se aprende em casa, pois a escola é lugar de adquirir conhecimento e cultura. Pais ou responsáveis que enviam seus rebentos à escola para terem educação estão completamente equivocados. Transferir responsabilidades na formação do futuro do país e do mundo é muito ruim para todos, pois passa a impressão de descaso e falta de responsabilidade.

Pequenos delitos relevados e aceitos são o portal para futuros crimes. Até a pouco tempo, qualquer contato com substâncias proibidas, como drogas,  era considerado crime; hoje, já é aceito normalmente que o "consumidor" porte normalmente "pequenas" quantidades para uso próprio! Equivalente seria dizer que a partir de agora um assassino confesso só seria preso se matasse 3, 4, 5 ou mais pessoas, pois se fosse "só" uma, não tem problema. Para mim isso é hipocrisia e estamos nos transformando em uma sociedade hipócrita, onde fingimos que as leis são obedecidas e quem as obedece virou motivo piada. Não há mais respeito às instituições, leis e ordem. Ser professor, policial, bombeiro ou qualquer outro profissional que zele pela lei e ordem hoje é visto com descrédito e ironia. Uma sociedade sem limites e sem regras não é uma sociedade civilizada, é um caos de indivíduos que são regidos pelos seus pensamentos individuais em busca de seus direitos e prazeres sem respeito com seus semelhantes.

Quando a sociedade descobrir que os pequenos crimes são as sementes de grandes crimes, cairá na realidade que é esse o motivo do esfacelamento das famílias e de valores. Todos sabem o que é certo e errado, mas é mais fácil fazer "vista grossa" e olhar para o lado, se abstendo de emitir opinião ou tomar uma atitude. Não adianta ficar transferindo presos perigosos de um lado para outro, achando que a distância vai diminui a sua periculosidade. Criminoso hediondo com direito a visita íntima, alimentação balanceada, banho de sol, visita de advogados corruptos, indultos de Natal, Páscoa, Dia das Mães, posse de celulares, entre outros "benefícios", não é criminoso, é hóspede num hotel pago com os impostos do cidadão honesto que dá duro todos os dias para conseguir honrar seus compromissos. O fato de bandido ser preso já mostra que ele não pode ficar em contato com o resto da comunidade, então por que tantas regalias?

 A polícia, infelizmente, virou uma instituição com as mãos amarradas e impotente para fazer frente à criminalidade. Não adianta equipá-la com armas e equipamentos de última geração se o básico não é feito. Hoje só pode ser preso um suspeito em flagrante delito e esse delito, para ser flagrante, deve ser visualizado pelo agente da lei. Quer dizer: se o cidadão honesto vê sua família sendo atacada, estuprada e morta, ele também não pode reagir, pois se, por azar, ferir ou matar o criminoso, ele será indiciado por crime também. Pior, a sociedade é instigada a não reagir! Assim é fácil para o bandido agir, sabendo que nenhuma reação irá encontrar em face aos seus crimes.
Nossa sociedade civilizada tem muito para aprender e isso só acontecerá quando descobrir que todos serão beneficiados e terão vidas melhores quando todas as regras básicas forem cumpridas. O respeito, o amor e auxílio ao próximo tem prioridade em qualquer lugar e qualquer tempo, sempre! Isso fez com que o homem primitivo pudesse evoluir e escolher caminhos mais corretos para desenvolver novos mecanismos de convívio social e comunitário que beneficiasse a toda uma sociedade. Enquanto isso não for respeitado, o crime compensa e vai aumentar bastante.

A lei e a ordem não se fazem com mais leis. Elas são feitas com mais ações que cumpram as inúmeras e atuais leis existentes. Enquanto um criminoso que executou um homicídio (Artigo 121-Código Penal) pode, por lei, cumprir de 12 a 30 anos de prisão, há atenuantes como: emprego e residência fixa, curso superior, bom comportamento, entre outros. Quer dizer que se após o crime ele se comportar bem na cadeia, poderá ser solto antes? Se tiver curso superior o seu crime de morte é menos grave do que se ele não for alfabetizado? Deve ser por isso que muitos bandidos acabam "estudando" dentro das prisões, assim são beneficiados duplamente. Nada vai mudar o rumo perigoso que nossa sociedade está tomando.
Ser civilizado não é ter liberdades incontáveis. Ser civilizado é saber seus próprios limites e sempre respeitar os limites alheios. Ser civilizado é ser correto. Ser civilizado é cumprir as próprias leis internas e da natureza. Enquanto isso não acontecer, o crime compensará.