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Desde o primeiro dia que conheci Barra Velha, me encantei por ela. Sempre foi meu destino por excelência e algo sempre me puxava para cá. Sei que aqui somos abençoados e tenho a certeza de que é possível com boa vontade e junto com todos que amam essa terra, faremos de nossa cidade um verdadeiro pedaço de céu!

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Rio Itajuba - Atração ou Repulsão?


Como muitos já sabem, no Bairro de Itajuba, em Barra Velha, há um rio que empresta o seu nome ao bairro. Há muitos anos atrás o Rio Itajuba era um belo rio onde todos, e em especial as crianças, aproveitavam suas plácidas águas para se banharem e se divertirem, principalmente na temporada de calor.

Com o passar dos anos, o crescimento habitacional e populacional, muitas casas foram construídas no bairro e infelizmente muitas de forma irregular, às margens dos rios Itajuba e Barreirinha, seu principal afluente. Da mesma forma irregular, muitas dessas habitações ocupadas por turistas e moradores efetivos, iniciaram o lançamento de dejetos e esgotos sanitários dentro dos rios antes tão atrativos e limpos. Somando-se a isso, empreendimentos comerciais como peixarias, salgas e granjas instalaram-se nas imediações das margens e também lançaram seus efluentes dentro dos rios, como se ele fosse uma extensão do esgoto produzido.

Campanha de conscientização pelo Rio Itajuba


Assim, com o tempo passando e sem nenhuma fiscalização e muito menos conscientização de toda uma população, lentamente o tão admirado rio foi morrendo! As suas principais nascentes localizadas do outro lado da BR 101 já não existem mais! Hoje o fluxo do rio diminuiu em mais de 40%, pois a "água" atual que corre no seu leito é proveniente principalmente de drenagem de terrenos, da chuva e dos esgotos lançados no seu leito. Triste fim para um antigo e belo cartão postal que vai se acabando por desleixo e falta de cuidado de toda uma população. Quem não se lembra dos belos robalos pescados perto de onde hoje se encontra a ponte sobre a Rua João Fernandes da Costa, ou mesmo da primeira "pinguela" feita pelo "seu Waldir"! Pois bem, hoje nenhum peixe mais ali se pesca e o fedor emanado pelas suas águas fétidas poucas pessoas atrai!
Ponte (tubulação) Rua João Fernandes da Costa
Parece que com o passar do tempo as pessoas se esquecem do que é bom e em nome do "conforto" destroem tudo que está a sua volta para logo em seguida começarem a reclamar providências das autoridades, providências essas que todos deveríamos ter no nosso dia a dia. Cuidar do que é nosso é mais fácil do que reconstruir o que destruímos. Prevenir é sempre melhor do que remediar, mas já estamos em fase terminal e agora precisamos experimentar um remédio muito amargo se ainda quisermos recuperar um pouco dos bons tempos de antigamente. A população deve urgentemente repensar seus métodos destrutivos e as autoridades devem também urgentemente aplicar pesadas sanções em quem não cuida do seu meio ambiente. O meio ambiente é de todos e todos devem por ele zelar!
Águas do Rio Itajuba

Peixe morto pela poluição


Pessoas se banhando no rio poluído
O nosso rio Itajuba não é mais um rio, é sim uma vala suja cheia de lixo e esgoto onde alguns desavisados, seja por ignorância seja por costume ainda tem a coragem de nele se banhar. Ah se todos soubessem das inúmeras doenças de pele causadas por água contaminada, nem falando de hepatite, leptospirose e leishmaniose!! O que realmente doí na alma é ver as autoridades sanitárias de nossa cidade se abstendo de qualquer atitude e a órgão que cuida do meio ambiente completamente apático a tudo que acontece. Já informamos e denunciamos por inúmeras vezes os crimes ambientais produzidos pelos ribeirinhos do rio Itajuba, mas as palavras e os documentos, bem como as fotografias, vão se perdendo no tempo. Uma pena, pois é um tempo que nunca mais iremos recuperar, movidos pela ignorância e egoismo!!
Pescador navegando na poluição.
Trator abrindo a "boca " da barra do Rio Itajuba -  pouca água
Pobre Itajuba, pobre população que faz de conta que não sabe que está morrendo!!


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Barra Velha - TUDO PELA METADE


Nossa cidade de Barra Velha é ou já foi uma referência de destino para turistas, veranistas e moradores de cidades circunvizinhas como Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau entre outras muitas. Lembro que já nos anos 1970 eu vinha para cá com meus pais pela então recém asfaltada BR 101 para passar as temporadas de verão que duravam as vezes mais de 2 meses.
De alguma forma todos somos saudosistas quando se trata de lembrar os bons momentos vividos, mas infelizmente nossa vida não é feita apenas de boas recordações.
Basta recordar os últimos anos da nossa querida Barra Velha e a forma como foi sendo deixada de lado nas suas prioridades e necessidades. Já perdemos mega projetos como o Parque Beto Carrero e agora, mais recentemente, diversos empreendimentos industriais, comerciais e de serviços.

Não são só empreendimentos novos que se perdem na cidade, também perdemos investimentos e implantação de infraestrutura ao longo dos anos na nossa cidade. Alguns investimentos em infraestrutura até foram feitos, alguns iniciados, outros projetados e aprovados, mas não construídos e pior, alguns realizados sem muitos critérios técnicos adequados. A falta desses critérios sempre traz prejuízos de alguma forma, seja tendo que remendar uma obra mal executada, seja tendo que refazer algo, ou então iniciar e parar repetidas vezes por problemas financeiros, políticos ou falta de planejamento. Este é um problema não só do governo atual, mas de muitos que a este antecederam. A lista de possíveis e importantes ações no nosso município é bem longa, mas vou citar algumas mais recentes apenas para refrescar a memória de todos:

- Barrinha do Rio Itajuba
- Escola Manoel Antônio de Freitas - Itajuba
- Pronto Atendimento Central - PA
- Obras no Morro do Cristo
- Contrato com a CASAN
- Passarela da Praia do Grant
- Parque Natural Municipal do Peabirú
- Asfalto do São Cristóvão
- Creche da Areia Branca
- Quiosques definitivos a beira mar em toda a cidade
- Sub-delegacia de Itajuba
- Boca da Barra do Itapocú
- Ginásio de Esportes
- Super Mercado TOP
- Contrato com a Recicle/Lixo
- Pavimentação da Avenida Simas
- Portal Turístico
- etc, etc,...

A lista é imensa e muitos outros itens podem ser incluídos nela, basta olhar que muitas dessas obras tem durante anos sido alvo de conversas e discussões e mesmo trabalho e recursos investidos, mas que apesar do tempo que passou, ainda não foram executadas. Algumas iniciaram e pararam na metade ou pior ainda, tiveram verbas e projetos aprovados, mas não saíram do papel. Isso tudo gera uma angústia muito grande pela expectativa de progresso e desenvolvimento que ficam apenas nas promessas não cumpridas. A falta de planejamento torna-se gritante quando se vê que na nossa cidade o Plano Diretor que se apresenta é velho, ultrapassado e nem contempla a divisão de bairros que até agora só existem na fala popular. Até a poucos dias, nem se sabia quais eram as normas para se fazerem calçadas na frente das casas, pois nada se tinha de informação em relação a largura, altura e distâncias para construí-las.

Barra Velha é um lindo navio que há muitos anos navega sem verdadeiro rumo e sem comando e tripulação empenhada em colocá-lo na rota certa. Ficamos esperando as coisas acontecerem e os "investimentos" acabam sendo jogados fora em solucionar as emergências que se apresentam no dia a dia. Tempo se perde e com isso a infraestrutura da cidade também. Se quisermos que nossa cidade progrida precisamos urgentemente escolher qual o caminho que queremos percorrer para poder estabelecer as prioridades. Falta quase tudo por aqui: não temos transporte coletivo, não temos uma zona industrial definida, não temos infraestrutura turística nem capacidade de elaborar ou gerir projetos que irão desenvolver Barra Velha adequadamente. Ficamos eternamente presos ao que sempre esteve aqui e apesar do crescimento populacional, pouco oferecemos a esta população tão sedenta de um progresso social e ambientalmente correto.

Comparativamente a outras cidades, tratamos mal as poucas empresas e empresários que vem para cá, fazendo com que Barra Velha se torne uma cidade dormitório de outras que nos rodeiam. Seriedade, administração e planejamento adequado podem mudar definitivamente o perfil ruim que temos mostrado ao longo dos anos e que tem levado o município a aparecer nas mídias apenas por ações desastradas e mal administradas. Verbas públicas estaduais e federais tem vindo em volume cada vez menor, pois até então a utilização das mesmas tem sido feita de forma atrapalhada e porque não dizer até suspeita. Atualmente Barra Velha se tornou refém de emendas parlamentares para conseguir captar recursos para poder investir até em coisas básicas como pavimentação e saneamento! Até quando vamos agir dessa forma com uma cidade que tem tanto potencial?
Comerciante que aumentam os preços na temporada afastam turistas e consequentemente diminuem seus próprios ganhos. Comércio ambulante desregrado na temporada traz prejuízos aos comerciantes locais. Cartéis de empresários locais não tem interesse em novas lojas e serviços na cidade com medo de perderem os seus clientes, não sabendo que a boa concorrência aumenta o fluxo de negócios com o consequente aumento de clientes, moradores e turistas. É impossível barrar o crescimento objetivando beneficiar apenas quem já tem seu negócio instalado. A vinda de qualquer empreendimento gera empregos, renda e outros serviços que se tornam necessários para a manutenção de todo o sistema comercial. Mais empresas, mais pessoas, mais renda, mais consumo e mais impostos gerados para administrar tudo. Quem produz pouco ganha pouco e fica esperando favores para se manter!

No dia em que a nossa cidade parar de fazer suas ações pela metade verá que poderemos voltar a ser uma cidade referência no norte catarinense. Projetos devem ter começo, meio e fim para evitar desperdício de recursos e se tornarem fonte de desvios e falcatruas. A transparência e boa gestão de recursos públicos é indispensável para a continuidade do recebimento desses recursos. Precisamos de praias limpas, comércios de todos os tipos,  honestos e em quantidade. Bons hotéis, bons restaurantes e lanchonetes, pontos turísticos acessíveis e estruturados e também boa infraestrutura de água, esgoto, telefonia, energia e acessibilidade. Mas precisamos primordialmente de boa gestão pública administrativa que contemple a todos que aqui moram ou venham apenas para visitar ou investir.  Tudo isso para que Barra Velha deixe de ser uma cidade pela metade onde as coisas começam e nunca terminam e passe a ser o que está escrito no lema: " Linda Por Natureza"!


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O Caso Supermercado TOP


Já há alguns meses, nós, os moradores de Barra Velha, notamos algumas movimentações e placas pela cidade, mais precisamente no Bairro São Cristóvão e Icaraí sobre a vinda de uma nova rede de supermercados para a nossa cidade.
Trata-se da Rede de Supermercados Campestrini, mais conhecida popularmente por Rede TOP. É uma empresa com matriz em Timbó-SC e possui mais de 20 lojas espalhadas em Santa Catarina. Todos sabem que na vizinha Balneário Piçarras já existe uma filial da referida rede ocupando o espaço deixado por outro antigo mercado que acabou naquela cidade.
Já no início deste ano de 2013, a Rede Top iniciou em Barra Velha as obras e contratação de pessoas para treinamento, objetivando a capacitação da mão de obra para sua nova loja, visto que conforme informações a empresa cumpriu as necessidades legais para sua eminente instalação.

Há poucos dias atrás, surpreendendo a todos, foi informado aos sócios-cooperados da empresa que o empreendimento não poderia mais se instalar no local antes aprovado, por promover possíveis problemas no trânsito do local. Surpresa geral, pois é obvio que a instalação de qualquer empreendimento gera algum transtorno inicial, isso já pode ser comprovado com as recentes instalações da Havan entre outras que chegaram ao nosso município.O que surpreende a todos é o posicionamento do executivo da cidade em colocar possíveis problemas futuros como impedimento para a bem-vinda de empresas que incrementem o desenvolvimento de Barra Velha.

Não tenho o hábito de defender a instalação de indústrias poluidoras e que agridam o meio ambiente, mas, pessoalmente, ainda não consegui entender o porquê da súbita proibição da instalação de uma empresa que cumpre todas as mandativas legais da Fundema, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, etc., mesmo após terem sido inicialmente autorizados pelo Poder Executivo. Desta forma continuo não defendendo nenhuma empresa infringente, apenas vejo que a Prefeitura não deveria interpor hipotéticos problemas futuros para uma empresa se instalar, mas sim já pensar em resolver estes aventados problemas, visto que é para isso que existem as secretarias e demais órgãos competentes na cidade.

O fato da súbita proibição de instalação do Mercado Top no local antes aprovado produz e produzirá grandes prejuízos aos seus proprietários e a população em geral. Aos proprietários que investiram no local da instalação e o treinamento e deslocamento para outras cidades dos futuros funcionários. São até agora aproximadamente 60 funcionários que são barravelhenses com família que, vendo uma nova oportunidade de crescimento profissional, se habilitaram para trabalhar nessa empresa.
Outros prejudicados são os próprios funcionários em treinamento que agora veem a eminência de perderem a oportunidade de trabalhar e sustentar suas famílias.
Perde principalmente a cidade que desperdiça uma oportunidade de crescimento econômico sustentável e não poluidora que gera, além dos empregos diretos, impostos e principalmente uma competição entre o setor. Isso possibilita uma concorrência saudável puxando os preços praticados para baixo e incrementando a qualidade e higiene nesse segmento de mercado, trazendo pela primeira vez a Barra Velha uma rede de porte médio que possui tecnologias modernas e conhecimento aplicados em bem atender o cliente.

O que realmente surpreende no posicionamento oficial do município é a tão falada boas vindas a novas empresas na cidade, e quando uma que cumpre todos os pré requisitos legais vem para Barra Velha, é barrada por possíveis problemas viários. Em tempo é bom citar, segundo informações da Rede Top, através do seu Diretor Norberto Murilo Campestrini, que para esses possíveis problemas levantados a empresa já apresentou três ( 3) soluções viárias diferentes para sanar os futuros problemas de trânsito que venham a acontecer. De qualquer forma, infelizmente é normal que com o passar dos anos, Barra Velha aos poucos já tenha perdido a sua tranquilidade, pois o incremento na quantidade de veículos circulando cresceu muito independente da instalação de qualquer empresa. Hoje, com aproximadamente 25.000 habitantes e grande expansão comercial e industrial da região, é normal que a população utilize o carro para seus deslocamentos, pois lamentavelmente Barra Velha não tem a opção do transporte público a oferecer.
Com esse incremento populacional, é indispensável a instalação de mais e melhores serviços aos moradores e precisamos cada vez mais de mercados, lojas, bancos, restaurantes, lanchonetes e que todos sejam acompanhados de qualidade, responsabilidade social e ambiental para que possamos bem atender aos moradores e turistas que nos visitam.

Desta forma espero sinceramente que os eventuais problemas apresentados sejam solucionados o mais breve possível entre as partes envolvidas e que boas empresas venham a se instalar e alavancar o bom progresso de nossa querida Barra Velha. A cidade e seus moradores agradecem!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Escola David Pedro Espíndola - A Novela Continua


Nos últimos anos temos acompanhado atentamente o desenrolar dos problemas e do descaso com que vem sendo tratada a Escola David Pedro Espíndola em nossa cidade. Entra ano, sai ano, a situação só piora e de maneira sorrateira os problemas se avolumam e vão sendo postergados e "empurrados para debaixo do tapete"!
Nesta semana reuni-me novamente com a diretora do estabelecimento, Elizabeth Nunes Barcelos Giuradelli, junto com ela percorremos a escola para ver seu estado de conservação enquanto conversávamos. A situação da escola é lamentável e só não é pior pela abnegação de professores e funcionários que de forma espontânea tentam minimizar os inúmeros problemas que se apresentam.
Desde o ano de 2008, a escola está apresentando sérios problemas construtivos. O pior é que ela foi reformada por diversas vezes, mas sem critérios e nem qualidade necessária ao seu correto funcionamento. No ano de 2006, o Ginásio de Esportes João Luzia D. Ribeiro foi construído e entregue para a comunidade usar, mas logo em agosto de 2008, após uma ventania, ele foi interditado pela primeira vez! Daí em diante, sucederam-se liberações e interdições, uma após a outra,  sem nenhuma apresentação de laudos técnicos que justificassem essas ações, sendo elas baseadas apenas em avaliações visuais.
Placa de Inauguração do Ginásio da Escola David Pedro Espíndola
Situação das vigas e telhado
Parede dos fundos com inclinação e escoramento comprometidos

Piso do ginásio apresentando problemas nas arquibancadas
Ginásio interditado e abandonado
Outra aberração é a questão da caixa d'água da escola! Ela apresenta inúmeras e aparentes rachaduras na estrutura de concreto evidenciando sérios problemas estruturais. No entanto, após a correta interdição do seu entorno com tapumes e solicitação de urgente saneamento dos problemas apresentados, ela novamente será liberada nos próximos dias conforme averiguamos, mas sem que fosse executado um trabalho consistente e definitivo na sua estrutura de sustentação. Afirmamos isso pelo simples fato de ter sido recomendada a redução da capacidade volumétrica de 10.000 litros, que é a capacidade nominal da caixa d'água, para 5.000 litros agora já não recomenda a obra executada.  Essa recomendação partiu da própria SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional-Joinville), e foi referendada pela Defesa Civil de Barra Velha, ao entender que é necessária a redução da capacidade e consequentemente do peso da água sobre a estrutura de concreto, vê-se claramente que a própria SDR concorda que a estrutura está comprometida, não mais sendo confiável para as funções que foi projetada e construída.
Rachaduras estruturais da caixa d'água


Caixa d'água isolada por tapumes por não apresentar segurança
A questão da instalação elétrica da Escola David não é melhor e apesar da instalação de aparelhos de ar condicionado para os alunos e professores, estes equipamentos não podem ser ligados, pois a rede elétrica não suporta a carga demandada. Da mesma forma, a sala de informática. A escola possui um ótimo espaço físico para atividades e aulas de informática, mas estas não podem acontecer por motivo da rede elétrica não ser confiável, podendo danificar os equipamentos ali instalados, coisa que já aconteceu. Ninguém habilitado da Secretaria de Educação Estadual fez um cálculo ou projeto da questão elétrica da escola, privilegiando a segurança tanto dos usuários quando dos próprios equipamentos. Esses descasos produziram este enorme problema a ser solucionado na Escola Estadual David Pedro Espíndola, visto que por ordem judicial, os espaços citados não poderão ser utilizados enquanto não for dada uma solução definitiva aos problemas.

Equipamentos danificados
Sala de informática sem utilização
No dia 25 de abril de 2013,  a Exma. Juíza da Comarca de Barra Velha, Dra. Joana Ribeiro Zimmer, proferiu Decisão Interlocutória, no qual fixa o prazo de 30 dias para o Estado de Santa Catarina juntar relatório subscrito por Engenheiro Eletricista atestando a capacidade elétrica da Escola com cálculos de carga de todos os equipamentos elétricos. No mesmo despacho mantém o prazo de 60 dias para a solução definitiva da caixa d'água e altera para 180 dias para o término das obras e consequente liberação do Ginásio de Esportes. O prazo para apresentação do Laudo Elétrico já expirou e nada foi feito e o recorrente problema do ginásio também não teve nenhuma ação concreta até a data de hoje para ao menos ter um projeto apresentado que solucione as necessidades da comunidade e da escola. Enquanto isso, conforme foi averiguado, a responsabilidade pelos problemas do Ginásio ficam sendo jogados de um lado para outro, alternando-se a empresa que construiu a edificação e a SDR que contratou o serviço executado. Uma grande vergonha para o Estado de Santa Catarina que não se responsabiliza pela qualidade nem pelo acompanhamento pós realização de obras executadas com recursos públicos e destinadas para o público, principalmente em se tratando de estabelecimentos escolares!
Ginásio de Esportes interditado
                                           

A "Novela" David continua,e quem sempre são os maiores prejudicados são os usuários do estabelecimento, primordialmente alunos, professores e funcionários, que frequentando o local nunca tem a certeza do que acontecerá com as instalações físicas da instituição. É uma verdadeira incógnita, pois com o atual cenário descortinado, as instalações podem simplesmente ruir ou incendiar-se, pois se vê claramente fiações, instalações e construções sendo consertadas de forma superficial e sem critérios técnicos rígidos! A própria aparência de desleixo da escola na forma de falta de acabamento, calhas, pinturas, instalações externas, bancos externos, bem como horta, campo de esportes ao ar livre, demonstra o descompromisso do Estado com a educação nessa instituição. Volto a repetir: a responsabilidade é do Governo Estadual e não dos funcionários que lá trabalham. O cuidado e manutenção de uma escola têm que ser feito continuamente, pois o fluxo e movimentação de pessoas e alunos é muito grande causando um natural desgaste e consequentes quebras. Enquanto a questão educacional, focada aqui na estrutura física de uma escola, não for respeitada e valorizada, pouco temos a esperar que a qualidade de ensino melhore. Pessoas respeitadas e felizes nos seus ambientes, seja de trabalho ou estudo, tendem a render e produzir mais para si e para todos que estão a sua volta.


sábado, 2 de março de 2013

Isso não é polêmica é crítica construtiva


Nesta semana que passou decidí enviar uma carta ao Jornal Folha Parati, periódico impresso aqui da cidade de Barra Velha. O que me surpreendeu foi a repercussão que este simples artigo causou. Não objetivei atingir pessoalmente nenhum parlamentar, mas apenas que esse artigo pudesse servir de alerta para que nossos parlamentares, sejam municipais, estaduais ou federais sejam claros e objetivos nas suas colocações e atitudes. Afinal eles foram eleitos por todos e representam os anseios da população.


                          Coluna do Leitor – Folha Parati – fevereiro 2013-02-26
Como muitos sabem sou um dos frequentadores assíduos das sessões da Câmara dos Vereadores de Barra Velha há muitos anos, e assisti a todas as sessões desde o começo desta nova legislatura que iniciou  em 15 de janeiro deste ano.
Nesta última semana alguns fatos chamaram a atenção dos presentes e ouvintes das sessões, e entre eles destacam-se a falta de pontualidade e assiduidade de alguns parlamentares. Nossa Câmara Municipal, segundo o regimento interno, deve ter no mínimo seis sessões ordinárias agendadas mensalmente. Isso perfaz quase duas sessões semanais mínimas com duração média de uma a uma hora e meia por sessão, com expediente nas terças e quintas-feiras com horário a iniciar às 18h30min. Será que é tão difícil aos senhores edis comparecerem pelo menos duas vezes por semana em plenário para exporem suas indicações e debaterem as solicitações dos seus eleitores e elaborarem os devidos projetos de leis?
Alguns vereadores tem se esmerado na pontualidade e assiduidade, enquanto outros tratam seus mandatos como querem. Só para lembrar, o vereador é o porta-voz e representante da comunidade que o elegeu e tem por obrigação sempre estar representando bem a população, chova ou faça sol! Deve estar em todas as sessões e de preferência chegar com antecedência a elas para poder conversar com a população que foi até aquela casa de leis para fazer sua reivindicação. Eles não estão fazendo um favor, eles são pagos para isso e devem satisfação a todo o cidadão quando algo relevante à cidade lhes é solicitado. Pontualidade e assiduidade não fazem um bom vereador, mas já é um bom começo.
Outra coisa que chama a atenção dos presentes ouvintes é a qualidade gramática e linguística de alguns dos nossos vereadores. Ninguém está exigindo que nossos representantes falem com elevada erudição, até porque muitas pessoas menos letradas não conseguiriam entender, mas o que se pede dos nossos representantes é o mínimo do cumprimento das regras gramaticais mais básicas, como utilização correta do plural e a não “invenção” de novas palavras como “seje” (o correto é seja) ou “teje” (o correto é esteja). Outra agressão a língua portuguesa muito ouvida é o   “vai não vim” , que pode simplesmente ser substituída por “não virá”! Outra “pérola” ouvida foi “ aligeirar” provavelmente querendo que algo se resolva de forma mais rápida. O que dizer de “impressar” ou “empremer” querendo se referir ao ato de imprimir um documento?  Vai aí uma sugestão: Se algum edil tem alguma dificuldade numa fala de improviso, que ele escreva e leia com cuidado para que todos possam entender com clareza o que está sendo discutido em plenário. Não precisa ser de difícil compreensão, o importante é a clareza das ideias e palavras. Se eles são nossos representantes, que ao menos nos representem bem.
Para encerrar, tenho ouvido em sessões da Câmara Municipal diversos vereadores sugerindo ao Poder Executivo que tome algumas medidas e também pedindo que a população faça estas solicitações. Eles que foram eleitos para isso e detém este poder tem esta obrigação e não a população. Já que se candidataram a esta função, cumpram-na com zelo e responsabilidade. Devem sim ouvir os cidadãos e retransmitir com fidelidade as solicitações públicas. Também temos visto alguns vereadores algo despreparados na função, como elaboração de indicações e projetos de leis. Não saber como, ou então elaborar projetos e indicações vazias e desnecessárias é pura perda de tempo. Atualizar-se e aprofundar-se na administração pública e suas responsabilidades é de suma importância para quem almejou e conseguiu seu objetivo de ser eleito. Apenas palavras e elogios a amigos e ouvintes pouca efetividade tem para que uma cidade que quer desenvolver-se adequadamente, da mesma forma que críticas e comentários perniciosos. Eu e a população de nossa cidade temos a esperança de ver melhoras significativas daqui para frente. Vamos trabalhar pela cidade de forma concreta e correta. A população de Barra Velha agradece.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

INTERDIÇÃO da Escola David Pedro Espíndola

                                    
Na noite de ontem, segunda-feira, dia 18 de fevereito, aconteceu no Salão da Capela do São Cristóvão em Barra Velha uma reunião emergencial convocada pela diretora da Escola Estadual David Pedro Espíndola, a Sra.  Elisabeth Nunes Barcelos Giuradelli. Esta reunião aconteceu após uma série de acontecimentos ocorridos no estabelecimento escolar situado em Barra Velha. Esses acontecimentos são em relação a manutenção dos espaços físicos do estabelecimento que com o passar dos anos vem se degradando e não tem recebido a devida atenção.

Diretora Sra. Elisabeth Giuradelli
Participaram dessa reunião, além da citada Diretora, muitos professores da Escola, o Coordenador da Defesa Civil Sr. Elton Cunha, os vereadores Nivaldo Ramos, Douglas Elias da Costa, Claudionir Arbigaus,  Adilson Madruga e, aproximadamente, 300 pais e alunos da Escola David Pedro Espíndola.

Coordenador da Defesa Civil Elton Cunha
Pais e alunos ouvindo as colocações
 A última manutenção, com a colocação de forros plásticos, troca de telhas, troca parcial de fiação elétrica entre outras ações, aconteceu no ano de 2011, após intervenção judicial emergencial. Infelizmente os problemas estruturais de maior gravidade não foram atacados e com isso boa parte dos serviços executados foram perdidos. Desta forma, já desde o ano passado, a Escola tem passado por vistorias técnicas avaliativas que tem sido acompanhadas pela SDR-Secretaria de Desenvolvimento Regional-Joinville, no intuito de verificar quais as necessidades mais prementes a serem sanadas. Como nada de forma concreta foi realizado, já no final de 2012 a Defesa Civil de Barra Velha, após inspeção, havia decidido pela INTERDIÇÃO das instalações físicas do estabelecimento.


População que compareceu a reunião

O fato apenas não foi consumado no encerrar do ano letivo de 2012 para não prejudicar os formandos dos últimos anos, que por poucas semanas seriam prejudicados com certa gravidade nas conclusões de seus cursos. A decisão tomada pelo Coordenador da Coordenadoria de Defesa Civil (COMDEC) culminou no início de 2013, após mais visitas e pareceres técnicos negativos, com a decretação de interdição através do Ofício Técnico COMDEC/BV n° 001/2013, datado de 15 de fevereiro de 2013.
Anexo a este ofício foram encaminhados os demais pareceres de inspeção e avaliação do estado de conservação da Escola David, como é conhecido o estabelecimento em nossa cidade.
Nesses pareceres constam as medições, visualizações e fotos dos problemas levantados, que a cada ano tem se avolumado em quantidade e gravidade.

Mesa das autoridades
Tornou-se imperativa a interdição para a solução desses graves problemas, entre eles desabamentos de partes de telhados, fiações elétricas expostas e subdimensionadas  oferecendo eminente perigo de curto circuito e risco às crianças e funcionários. Janelas caindo, caixa d'água principal com vazamentos e rachaduras, falta de extintores de incêndio, cozinha fora dos padrões da Vigilância Sanitária, falta de acessibilidade e saídas de emergência são outros dos muitos problemas verificados. Essa interdição veio em boa hora, pois recentes acontecimentos nacionais tem despertado a consciência sobre a eventualidade de desastres e a possíveis tragédias. De nada adianta lamentar uma desgraça se é possível evitá-la com segurança, cumprindo as normas e diretrizes técnicas exigidas. O Estado de Santa Catarina tem a obrigação de suprir toda a necessidade no que tange esse problema e tem se ausentado de sua responsabilidade.
O problema pontual da Escola David já é de conhecimento do Governo Estadual e Secretaria Estadual de Educação há muitos anos e a omissão em solucionar os insistentes pedidos da comunidade é flagrante.

Diretora Elisabeth mostrando os problemas no Power Point
A cada ano que passa agravam-se os problemas e consequentemente os custos de sua solução e a pergunta que não quer calar é: até quando esse problema estará sendo relegado? Sabedores que esses problemas não são apenas nessa  escola, fica outra pergunta: qual é o compromisso do Estado em oferecer um ensino de qualidade ao seu povo? De nada adianta ter professores engajados trabalhando sem um mínimo de segurança, e de crianças e jovens indo a uma escola literalmente sem estrutura e caindo aos pedaços. A responsabilidade é do Estado, cumpre apenas que ele faça a sua parte.
Em tempo, a interdição está decretada por tempo indeterminado, mas foi dado um prazo até o dia 1° de março para o eventual retorno às aulas se houver alguma colocação definitiva por parte do Governo Estadual e eventuais soluções provisórias para que o corpo docente e a escola como um todo não sejam prejudicados.