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Desde o primeiro dia que conheci Barra Velha, me encantei por ela. Sempre foi meu destino por excelência e algo sempre me puxava para cá. Sei que aqui somos abençoados e tenho a certeza de que é possível com boa vontade e junto com todos que amam essa terra, faremos de nossa cidade um verdadeiro pedaço de céu!

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Segurança Pública - Inversão de Valores



Basta acessar um site, jornal, rádio, revista, enfim todo tipo de mídia de comunicação que grande parte das matérias relatadas são sobre criminalidade, violência ou algo relacionado a isso.
Vai ao longe o tempo quando boas notícias eram capas de revista ou então manchetes principais. Hoje a "moda " é ser sensacionalista para explorar a violência e os problemas principais. Vendendo bem é o que interessa.
Até aí, nada muito novo, pois grande parte dessa mídia vive de faturamento comercial e parece que muitos anunciantes gostam de aparecer ligados a notícias ruins, esquecendo-se de que as bos notícias são mais positivas e deixam o leitor sempre mais animado e podem incentivá-lo a associar um produto ou marca a uma boa notícia.

Paralelamente ao foco das notícias sobre violência aparecem as ações das polícias na repressão. Antigamente a polícia era rapidamente associada a uma boa referência, a segurança e a tranquilidade. Hoje em dia isso lentamente está perdendo a sua força. Qual o motivo? Diversos. Primeiro vamos deixar bem claro: não existe generalização sobre a atitude nem das polícias nem dos cidadãos.
Eu acredito que como todo trabalho bem executado, o fato de ser policial deve ser uma vocação seguida de intenso treinamento material e psicológico.Para uma boa carreira, um policial não deve pensar em enriquecer com a sua prerrogativa de ser representante da lei. O que deve ser levado em conta é que um bom policial, bem motivado, treinado e valorizado com certeza desempenhará suas funções de forma muito mais profissional evitando desvios de conduta que possam encaminhá-lo na corrupção. Valorização técnica, humana e financeira certamente produzirão ótimos policiais.

Por vezes se ouve e se verificam atitudes não condizentes executadas por policiais.Por qual motivo isso acontece? Com certeza isso acaba por minar a confiança que outrora tínhamos das polícias. Poucos corruptos acabam por contaminar toda uma instituição fazendo com que a população não saiba mais em quem confiar. Com isso bom exemplos de honestidade e zelo acabam suplantados pelos maus exemplos, novamente produzindo a inversão de valores quando a polícia não mais é vista com bons olhos, mas sim com desconfiança. Recuperar o bom nome sempre é mais difícil do que manter a idoneidade e correção. Na minha opinião, a polícia continua sendo a referência de segurança e não a bandidagem. Se deixarmos o crime tomar conta logo nada mais terá valor e como já agora as vidas humanas pouco valem para o crime.

Nos tempos atuais a grande quantidade de leis e a sua má elaboração acabam por prejudicar e confundir a todos. A inversão de valores já chegou ao ponto de culparmos um policial no cumprimento do dever, quando do uso de meios legais acaba por ferir ou atingir mortalmente um criminoso em flagrante delito. Não cabe aqui entrarmos no mérito da questão sobre o uso de força indevida, mas lembro bem nos tempos passados quando o bandido tinha medo da polícia e isso inibia a criminalidade em geral. Hoje em dia a criminalidade conta com aparato tecnológico e jurídico muitas vezes superior a quem zela pela lei e pela ordem. Antigamente era motivo de orgulho ser e demonstrar ser policial, hoje a polícia se esconde com medo de represálias e vinganças de infratores das piores espécies. Antigamente os meninos quando brincavam de Polícia e Ladrão (brincadeira infantil), quase todos queriam ser policia. Hoje com a inversão de valores, muitos querem ser traficantes e chefes de quadrilha.

Por que aconteceu isso na nossa sociedade? Vivemos numa sociedade consumista e que lentamente perde seus valores familiares e morais. As crianças na sua mais tenra idade são ensinadas a terem direitos ilimitados, mas se esquece de ensinar a eles os valores mais básicos como respeito, honestidade e caráter. Temos uma sociedade permissiva e rica que tem tudo que o dinheiro possa comprar, menos a honra e honestidade.
Poucos cidadãos brasileiros gostam do seu país e tampouco algo fazem para que ele seja um bom lugar para viver. Pensa-se apenas em ter um bom padrão de vida e enriquecer e esquecemos de sermos seres humanos, patriotas e uma comunidade que coletivamente algo de bom faz pelo seu país.
A inversão de valores éticos e humanos é culpa nossa! Os maus exemplos estão por toda parte, desde o mais alto escalão dos governos e empresas até a mais pobre favela incrustada em algum lugar por aí.

Segurança pública não depende de centenas ou milhares de policiais. Depende do cidadão respeitar e cuidar do seu semelhante e pensar num bem comum que beneficie a todos indistintamente. Enquanto pensarmos apenas em TER, vamos esquecer de que ainda somos todos apenas seres humanos. Luxo, conforto e dinheiro não nos trará segurança, mas sim cada vez mais atrairá olhares de cobiça de malfeitores que por serem preguiçosos e inúteis querem possuir o mesmo que outros sem merecerem.
Valorizar quem se esforça é o caminho chamado meritocracia. Ruim é desvalorizar que se esforça e não é reconhecido, abrindo caminho para o perigoso rumo da corrupção.
Ser correto e respeitar a todos indistintamente é um bom recomeço para toda nossa sociedade falida!

sábado, 23 de novembro de 2013

POLÍCIA x JUSTIÇA Meu Desabafo!!


 Em recente publicação no Jornal Folha Parati, foi reproduzida entrevista com a Delegada Tânia Harada da cidade de Barra Velha, onde ela mostra os problemas recorrentes na segurança pública da cidade e região.
A Delegada Tânia é conhecida pelo seu ótimo trabalho desenvolvido na Polícia Civil da Comarca de Barra Velha e mostrou dados estatísticos que comprovam a atuação efetiva da polícia na repressão de crimes e desvios acontecidos.

Com a esperada repercussão, o Jornal Folha Parati nesta semana publicou matéria reproduzindo correspondências recebidas do Presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses o Juiz Sérgio Luiz Junkes e também do Juiz de Direito da 2ª Vara de Barra Velha, Iolmar Alves Baltazar.
Lendo as citada matéria veiculada no jornal, fiquei bastante chocado com as declarações ali reproduzidas, pois nada do que foi relatado é novidade para uma pessoa relativamente informada com a realidade da segurança pública de nossa cidade ou país.

O que realmente chamou a minha atenção foi a declaração do Dr. Juiz Sério Junkes em deixar claro que "entre afrouxar a lei ou construir mais presídios o Estado optou pela primeira".  Que fique bem claro que o sistema judiciário faz parte do Estado instituído e que o próprio magistrado tem participação efetiva num dos principais poderes que constituem o Estado e Governo, o Poder Judiciário.
Fiquei muito apreensivo com a tal declaração, pois põe em xeque a garantia de cumprimento das leis e principalmente da Constituição Federal sinalizando com a impunidade para todos.  A partir do momento que o Estado e, por consequência, o Judiciário tem um posicionamento condescendente "afrouxando" as leis, começamos a trilhar o perigoso caminho de impunidade e  complacência onde uma sociedade tudo pode, corrompendo valores e sublimando direitos garantidos constitucionalmente.
Não é esse caminho que uma sociedade justa deseja, pois, sem dúvida, esse é um caminho que fatalmente levará a um abismo de valores duramente conseguidos e que acabam por serem jogados fora numa vala comum com o claro recado de que pouco será feito para coibir descaminhos.

Também fica claro nas notas dos dois magistrados uma tendência e esquiva do problema da insegurança que só aumenta, tentando repassar parte do problema de volta as polícias e a maior parte do ônus para toda a sociedade.
" A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) tem, em inúmeras ocasiões proposto um maior engajamento da sociedade no debate sobre uma ampla reforma do nosso código processual e em nossa legislação penal. Cabe portanto a sociedade cobrar de seus parlamentares possíveis mudanças nesse sentido"!

O simplismo dessa declaração demonstra a clara vontade do judiciário em empurrar e repassar o problema e culpar a sociedade como um todo pela incapacidade da justiça em exercer suas obrigações constitucionais em responder e zelar pelo cumprimento das leis e da ordem. Também na nota, a AMC repassa as polícias a responsabilidade pela soltura de delinquentes e criminosos, alegando que muitas vezes essa soltura indevida é causada por falhas na documentação que as polícias enviam para a justiça. É vergonhoso que nós, a sociedade, tenhamos que ver e ouvir esse jogo de empurra, como se o crime cometido por algum marginal fosse minimizado apenas pelo fato do não encaminhamento de documentos para a justiça! É vergonhoso que estejamos a assistir a incapacidade do Estado (judiciário, legislativo e executivo) em administrar esse gravíssimo problema e ainda culpando a sociedade com justificativas vazias e inúteis.

Uma das declarações publicadas ainda coloca a desculpa no aumento da criminalidade, na desigualdade socioeconômica, declarando com infelicidade que o pobre é desonesto e criminoso! Como se o fato de ser pobre fosse preponderante para se cometer crimes, mesmo sabendo que muitos dos crimes são cometidos por uma sociedade economicamente estável!  Vemos diariamente na mídia que os crimes mais vultuosos são praticados quase sempre por pessoas economicamente estáveis e com bom padrão social.
Gostaria de dizer aos magistrados e aos governantes em geral que a população já não aguenta mais essa atitude de isolamento e falta de comprometimento com a vontade e demanda pública!  QUEREMOS APENAS JUSTIÇA, nada mais, nada menos!!  Será que é tão difícil entender? A população em geral se vê sem opções quando as polícias declaram que não conseguem mais atender a crescente escalada da criminalidade, e agora, o judiciário também segue pelo mesmo caminho, delegando a responsabilidade para esta mesma sociedade que não pode de forma legal,e nem deve, assumir o trabalho que já é dos órgãos e poderes constituídos.

NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI, nem governos nem magistrados e muito menos o cidadão comum que vê uma sociedade apodrecendo com a ineficiência e leniência dos poderes constituídos. Chega de ficar se escondendo e fugindo das suas responsabilidades atrás de leis mal feitas, mal cumpridas ou mal executadas.
O judiciário deve, sim, estar sempre apoiando a sociedade honesta e a polícia comprometida com os valores corretos de uma sociedade civilizada. Cada um assumindo suas obrigações e cumprindo com o que lhe é de dever. Lugar de criminoso é fora do convívio com a sociedade e que isso fique bem claro com a prisão e total cumprimento das penas impostas. Agora ficar se eximindo de responsabilidades e empurrando a culpabilidade para outro não é coisa de profissional nem de poder constituído é coisa de meninos de escola que nas suas molecagens tentam ser invisíveis.
Nesse processo todo, a criminalidade agradece a ineficiência e condescendência e com certeza o não cumprimento das leis só vai aumentar. Cabe ao judiciário, sim, de forma rigorosa, achar mecanismos e estratégias para debelar o problema, pois é para isso que são remunerados.

Que o governo como um todo una-se a sociedade honesta e pagadora de seus impostos e faça o que se espera de um governo! Cumpra as leis e dê o bom exemplo! O resto é demagogia e leviandade!